sábado, 30 de dezembro de 2017

E os melhores do ano foram...

Antes de revelar os melhores, aqueles que me preencheram o coração e deixaram a sua marca gostava de fazer um pequeno balanço deste ano.

Li apenas 18 livros, num total de 3.581 páginas e não consegui completar o desafio  do Goodreads em que me tinha proposto a ler 20, foi por um triz mas não cheguei lá. O livro mais pequeno foi Contos de Comédia Social e o maior O Vermelho e o Negro de Stendhal, o mais popular foi Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini e o menos A Boneca de Luxo de Truman Capote, mas por ter lido numa edição diferente que não constava na base do Goodreads.

Não foram tantos como eu gostava mas houve muito boas surpresas e descobertas e claro algumas desilusões. Nem todos foram referidos ou têm opinião aqui no blog no entanto ainda faço tenção de falar de alguns deles por aqui durante o próximo ano. Das desilusões não falarei porque apesar de terem elido alguns livros que não gostei por aí além não houve nenhum completamente "intragável" por isso vamos aos favoritos.


O MELHOR DE 2017


Um livro arrebatador pelo conhecimento de uma realidade chocante,  ao nível do tratamento das mulheres, pela história de superação das duas protagonistas, pela amizade que quase vêem forçadas a construir para sobreviver, pelo amor de dois jovens que subsiste e sobrevive à guerra, à ausência e à incerteza do reencontro. E tudo isto contado com tanta emoção e ao mesmo tempo dinamismo que prende, arrebata e emociona.
Foi a descoberta de um autor e de um dos livros que ficará para sempre como um dos melhores.


OS FAVORITOS

Boneca de Luxo de Truman Capote
O Vermelho e o Negro de Stendhal
ambos devido à densidade e riqueza dos seus protagonistas:
Holly Golighly, uma acompanhante de luxo que é muito mais do que a rapariga fútil e deslumbrada com a vida de glamour que a sua condição lhe proporciona, cheia de camadas desconhecidas que se vão revelando e encantando pela sua autenticidade e determinação;
Julien Sorel, um aldeão do século XIX que faz tudo ou quase tudo para ascender socialmente e fugir à inevitável pobreza da sua classe. Um jovem complexo e contraditório que tanto quer pertencer à nobreza como quando no seio dela a menospreza que tanto ama e deseja como desdenha, capaz do melhor e do pior e de quem nunca se fica a saber ou a compreender o que realmente sente.

Dom Casmurro de Machado de Assis
pela originalidade da escrita em que o autor está em constante diálogo com o leitor ora sobre o próprio livro ora sobre a história que nos está a contar, também pelos ingredientes da própria história carregada de amor, ciúme, dúvida e mistério com um final deixado permitindo a cada um tirar as suas conclusões.


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